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Introdução

A fabricação do vidro é uma técnica muito antiga. Sua história começou há milhares de anos e durante toda sua trajetória teve muitos altos e baixos. No ultimo século, a industrialização do vidro acompanhou a evolução industrial da fabricação em série e se massificou. De lá para cá, diversas técnicas de fabricação foram desenvolvidas, novos modelos têm surgido mas, mesmo assim, a fabricação do vidro ainda tem muito a evoluir.

A pesquisa e o desenvolvimento de materiais ainda são, em muitos casos, baseados em valores empíricos e a evolução dos processos industriais depende do acumulo de conhecimento dos engenheiros envolvidos no processo vidreiro.
Para que você compreenda os fundamentos do processo vidreiro, neste momento, iremos tratar somente do essencial, já que seria impossível abordarmos todo o universo da fabricação do vidro de uma só vez.

Os vidros nem sempre foram fabricados pelo homem. Existem, por exemplo, os chamados vidros naturais que são formados quando alguns tipos de rochas são fundidas sob elevadas temperaturas e, em seguida, solidificadas rapidamente. Tal situação pode, por exemplo, ocorrer nas erupções vulcânicas e os vidros assim formados são denominados obsidiana e tektites (originárias do espaço) o que permitiu aos humanos, na Idade da Pedra, confeccionar ferramentas de corte para uso doméstico e para defesa.



História Resumida

O inicio da história do vidro é repleta de contradições desde as primeiras indicações que remontam aos anos 7000 a 2500 Antes de Cristo.

Documentos históricos são raros, sendo que um dos primeiros encontrados sobre matérias primas é o da biblioteca do rei assírio Assurbanipal (668 - 626 a.C.) onde está escrito que para se obter o vidro eram necessárias 60 partes de areia, 180 partes de cinzas de plantas marítimas e 5 partes de giz (Figura 1).

Plínio, o grande naturalista romano, nascido no ano 23 de nossa era, em sua enciclopédia Naturalis historia atribui aos fenícios a obtenção do vidro.

Outra citação de Plínio, o mais velho, (23 - 79 a.C.) relatada no livro N° 2 da sua série "Historia naturalis" de 37 volumes sobre mercadores egípcios que transportavam uma carga de sal de Wadi Natrum perto de Sarepta. No acampamento, montado no delta do rio belus, que é formado por areias argilosas das montanhas carmelitas. Para manter acesso o fogo durante uma noite fria, os homens usaram blocos de soda para proteger a fogueira, a qual ficou acessa durante toda uma noite. No dia seguinte, constatou-se o aparecimento de matéria transparente, que foi chamada de vidro.



História do Vidro
Figura 1


Mesmo que esta história seja considerada por muitos historiadores e profissionais do vidro um conto de fadas, já que alegam que o fogo não oferecia as temperaturas necessárias, temos que considerar que a mesma foi muito bem inventada, pois são citadas duas matérias primas básicas (soda e areia) essenciais para fabricação do vidro.

No inicio dos anos setenta Löber fundiu um vidro a partir de matérias primas do rio Belus e Wadi Natrum na relação 1:1 - cujas análises químicas estão apresentadas na tabela 1. Surpreendentemente, o vidro obtido a partir de uma temperatura de fusão de 1200°C resiste bem a intempéries e apresenta um coeficiente de dilatação relativamente baixo, como conhecido nos vidros asírios e egípcios. Dos 25% de álcalis calculada, restaram somente 15% no vidro sendo que o excesso expeliu-se em forma de sal de sulfato liquido boiando na superfície do banho.


Tabela
Tabela 1



Shelby, em seu livro Introduction to glass science and technology (Introdução à ciência e tecnologia do vidro), apresenta um cenário onde ele sugere que a combinação de sal marinho (NaCl), e talvez ossos (CaO) presentes nos pedaços de madeira utilizados para fazer fogo sobre a areia (SiO2) na beira da água salgada do mar (o Mediterrâneo?), reduziria suficientemente o seu ponto de fusão, de modo que poderia formar o vidro bruto, de baixa qualidade. Posteriormente, a arte vidreira teria sido difundida através do Egito e da Mesopotâmia, se expandindo e consolidando em todos os continentes.


Períodos e regiões onde foram desenvolvidas importantes inovações na arte vidreira antiga:


Principais estudos e desenvolvimentos dos vidros nos últimos 300 anos:

tabela

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Glass Brasil é uma iniciativa do Sindividro - Sindicato da Indústria de Vidros e Cristais Planos e Ocos no Estado de São Paulo, que conta com o apoio da APEX - Agência de Promoção de Exportação e Investimento, órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior cujo objetivo é estimular as exportações do país. Congrega 9 empresas vidreiras brasileiras que dominam os mais diversos processos de produção de vidro (história do vidro), desde a fabricação manual até sofisticados processos automáticos, ofertando uma gama de produtos que atingem todos os mercados consumidores.

O projeto possibilita que as empresas participem de eventos no exterior particularmente em feiras e exposições e estimule a vinda ao Brasil de importadores estrangeiros, abrindo assim novos mercados e permitindo que as empresas integrantes tenham cada vez mais destaque no mercado internacional.

Este site apresenta alguns desses trabalhos e serve como referência aos interessados em adquirir os produtos brasileiros. Para facilitar a compreensão, os produtos apresentados estão ordenados por empresas, que por sua vez estão organizadas por especialidade, de acordo com seus processos de produção - manual, transformação e automático.

José Eduardo Otero Vidigal Pontes
Presidente do Sindividro

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